O general Higino Carneiro manifestou-se esta segunda-feira solidário com as reivindicações populares que têm marcado o panorama nacional nas últimas semanas, sublinhando que as manifestações têm respaldo legal e constitucional.
Numa mensagem tornada pública, o dirigente reconheceu que os protestos observados em diversas províncias do país reflectem o direito consagrado no artigo 47.º da Constituição da República de Angola, que garante a participação dos cidadãos na vida pública e política.
“A juventude tem desempenhado um papel dinâmico e consciente, afirmando-se como um segmento fundamental da sociedade angolana. A sua participação é legítima e deve ser respeitada e ouvida”, realçou Higino Carneiro.
Contudo, o general alertou para a necessidade de se garantir que o exercício deste direito ocorra dentro dos limites do respeito mútuo e da convivência pacífica. “É imperioso que a manifestação de opiniões não colida com o dever de respeito pelo próximo e pelas normas de convivência social”, frisou.
Na sua intervenção, Higino Carneiro apelou à abertura de um diálogo inclusivo, que integre as diferentes sensibilidades existentes na sociedade, com vista à construção de consensos duradouros. Segundo afirmou, esse diálogo deve servir de base para a reavaliação de políticas públicas e para o fortalecimento dos pilares do Estado democrático de direito.
“O momento exige escuta activa, responsabilidade e concertação, com o objectivo de promover o progresso sustentável e um desenvolvimento equitativo para todos os cidadãos”, concluiu.
