Higino Cambanda acusa Governo de usar fome como arma eleitoral

O jurista e tembém o director do gabinete do presidente da mais nova força política em Angola, Higino Cambanda considerou que a actual mobilização de recursos para mitigar a fome em Angola surge tardiamente e pode estar associada a interesses eleitorais.

Em entrevista à Quadrante TV, o especialista afirmou que “a fome dos cidadãos virou uma mercadoria eleitoral”, defendendo que o apoio social está a ser intensificado num momento em que se aproximam as eleições.

Segundo Higino Cambanda, durante vários anos os cidadãos enfrentaram situações de carência alimentar sem respostas proporcionais por parte do Executivo, questionando as razões que justificam a disponibilização de recursos apenas nesta fase.

O jurista alertou ainda para o que considera ser uma politização de um problema estrutural, sublinhando que medidas de combate à fome devem ser contínuas e não condicionadas por ciclos eleitorais.

Para o analista, a situação levanta preocupações sobre a eficácia das políticas públicas e o impacto social da demora na implementação de soluções para a crise alimentar no país.

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