A apenas cinco dias do início da Greve Nacional, marcada para 20 de março, o Bloco Democrático (BD) confirmou o seu apoio à mobilização. A greve é organizada em conjunto com a Central Geral dos Sindicato Independentes e Livres de Angola (CGSILA), a União Nacional dos Trabalhadores Angolanos – Central Sindical (UNTA-CS) e a Força Sindical, que reivindica melhorias no sistema de transporte público.
Em setembro de 2023, representantes sindicais apresentaram um memorando reivindicativo ao Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, clamando por um salário mínimo nacional de 250 mil kwanzas (aproximadamente 276 euros). Este pedido ganhou ainda mais força em uma assembleia realizada no último mês, onde os sindicatos decidiram reativar e planejar possíveis ações, incluindo a organização de uma greve geral.
Segundo líderes sindicais envolvidos, a greve é uma resposta às condições desafiantes enfrentadas pelos trabalhadores, incluindo salários insuficientes, jornadas excessivas e falta de benefícios. A decisão de greve foi aprovada por uma ampla maioria em assembleias sindicais regionais, refletindo a insatisfação e a demanda por mudanças reais.
O BD, em comunicado, afirmou que a greve é um direito fundamental para garantir uma justa parcela dos recursos para os trabalhadores, além de ser um meio legítimo de pressionar por reformas ou melhorias nas condições de trabalho e salários. Eles também destacaram que a greve foi planeada de forma a minimizar o impacto sobre os serviços essenciais e a população em geral, sem prejudicar a segurança ou o progresso socioeconómico do país.
No entanto, autoridades governamentais alertaram que a greve pode desencadear distúrbios e causar interrupções significativas nas actividades económicas e na vida quotidiana dos cidadãos. Apelos foram feitos tanto pelo governo como pelos sindicatos para o diálogo e negociações para resolver as questões pendentes antes do início da greve.
À medida que a data se aproxima, a tensão aumenta, enquanto ambas as partes permanecem firmes nas suas posições. Com a possibilidade de uma greve nacional iminente, o cenário político e social angolano está mergulhado em incerteza, aguardando os desdobramentos das próximas negociações.
