Governo fecha 2024 com superavit, mas sacrifica Educação e Saúde enquanto Defesa volta a gastar acima do previsto

A Conta Geral do Estado de 2024 revelou um superavit orçamental de 712,6 mil milhões Kz, resultado de uma arrecadação fiscal petrolífera muito acima do previsto. O barril de petróleo angolano foi vendido, em média, a 79,7 USD, superando os 65 USD inscritos no OGE.

Enquanto a receita petrolífera permitiu equilibrar as contas do Estado em 2024, os sectores da Educação e da Saúde voltaram a registar subexecuções orçamentais.

De acordo com dados citados pelo Jornal Expansão, o Executivo executou apenas 78% do orçamento da Educação e 96% do orçamento da Saúde, o que corresponde a menos 345,5 mil milhões de kwanzas e 48,2 mil milhões de kwanzas, respectivamente, em relação ao inicialmente previsto.

Já na Defesa e Segurança, verificou-se mais uma derrapagem: estavam previstos 1,7 biliões Kz, mas foram gastos mais de 2,5 biliões, ou seja, 779,4 mil milhões acima do orçamentado.

Mesmo com a novidade de, pela primeira vez, o Governo gastar mais em Educação e Saúde juntas do que em Defesa, a diferença é mínima – apenas 21,2 mil milhões Kz. No total, os dois sectores sociais representaram apenas 10,3% da despesa executada, contra 10,2% destinados à Defesa e Segurança, números que ficam muito abaixo das metas internacionais assumidas por Angola (20% para Educação e 15% para Saúde).

 

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