A Frente Patriótica Unida (FPU), coligação integrada pelos partidos UNITA e Bloco Democrático (BD), manifestou esta terça-feira, 30 de Julho, “grande preocupação” com os episódios de convulsão social registados desde o passado domingo em diversas províncias do país, nomeadamente Luanda, Icolo e Bengo, Huambo e Benguela, em consequência da paralisação dos taxistas.
Em comunicado conjunto, os líderes das duas formações políticas consideram que os protestos, despoletados pela subida do preço do gasóleo e exigências ligadas à profissionalização do serviço de táxi, são um reflexo da “grave crise económica e social” que afecta o país, resultante, segundo a FPU, de políticas públicas desajustadas, má governação e falta de sensibilidade humana do Executivo.
Apesar da posição crítica face às causas dos protestos, a FPU condena “veementemente” os actos de vandalismo, pilhagem e destruição do património público e privado ocorridos durante as manifestações. “A violência, em nenhuma circunstância, constitui o melhor caminho para a resolução de conflitos sociais e económicos”, lê-se no documento.
O apelo da coligação vai no sentido da moderação e contenção, particularmente entre os jovens, a quem aconselha a não se deixarem instrumentalizar por discursos ou práticas que coloquem em risco o seu futuro e a estabilidade nacional.
“A Nação constrói-se dialogando com todos os parceiros sociais”, defende o comunicado, apelando ao Executivo que abandone a postura repressiva e promova o diálogo com universidades, escolas, igrejas, sociedade civil e associações juvenis e profissionais.
A FPU reafirma o seu compromisso com a paz, a democracia e a dignidade dos cidadãos, lamentando as vítimas mortais ocorridas nos confrontos — incluindo civis e um agente da Polícia Nacional — e expressa solidariedade com as famílias enlutadas.
