O deputado e também secretário provincial da UNITA em Luanda, Adriano Sapiñala, falou sobre o seu percurso político e a sua visão da Angola actual, tendo como um dos pontos fortes as razões que o levaram a ingressar no curso de Direito, já que o seu sonho era para ser engenheiro.
“Eu fiz Engenharia de Recursos Naturais e Ambiente na Universidade Independente de Angola (UNIA), mas infelizmente, não saí a tempo de concluir a minha formação devido a vínculos políticos”, disse.
Afirmou o deputado que, a pertença ao partido político UNITA foram os motivos que o levaram a não estagiar na Sonangol, isto em 2008. Com isso, abandonou a engenharia e, como alternativa, seguiu a carreira de advogado.
“Quando estava no 4º ano, era necessário fazer um estágio e o meu tinha o petróleo como pano de fundo; e como podemos imaginar que, quando falamos de petróleo em Angola é a Sonangol. E durante a formação, chegamos a uma fase em que era necessário fazer um estágio, isso foi complicado para mim”, lamentou.
“Na altura, o decano da Faculdade de Ciências, de nome Nuno Gomes, de nacionalidade portuguesa, veio dizer-me que o meu nome não passava por ter vínculo partidário. Com isso, desisti da minha formação, fiquei dois anos sem estudar porque não entendia o sistema” afirmou.
Lamentou o facto de usarmos as cores partidárias para se conseguir uma colocação em alguma instituição no nosso país.
“Ao fazer uma formação, então você tinha que ver a que partido político você pertence para ter alguma colocação ou algum aproveitamento no âmbito em que se estudou. Fiquei dois anos sem estudar até que mais tarde, numa conversa matinal com o meu tio Ângelo Sapiñala, aconselhou-me a estudar Direito”, contou.
Reitera-se que Adriano Sapiñala é político e advogado de profissão, tendo sido nomeado recentemente a secretário provincial da UNITA em Luanda, depois de Benguela e e membro da Assembleia Nacional de Angola.