Compreendo a rapidez com que ainda se combate o princípio universal da acumulação primitiva de capital e o enriquecimento das empresas que constituiriam o arranque económico rumo à formação da classe empresarial genuinamente angolana.
Foi e é grave erro confundir o princípio com a corrupção generalizada.
Entendo.
Não foi nada feliz a “selecção” pois o nepotismo, o compadrio e a confiança politica trairam a benfazeja intencão.
Compreendo a incapacidade de aparar arestas para retirar o indevido e realizar a justiça em busca do mérito de cada um sem discriminação racial ou de pertença partidária.
A violência verbal e as ameaças generalizadas que retiraram o ímpeto empresarial dos angolanos incluindo a atabalhoada passagem de titularidades num carnaval que envolve entidades e instituições oficiais tem causado um enorme desânimo e resfriamento da nossa economia de tal maneira que agora o único sector empresarial que prospera é estrangeiro ficando os angolanos a ver navios.
Edifícios e emoresas que passaram para a alçada do Estado foram distribuídas entre pares ou encerradas, perderam clientes ou entraram em falência.
O medo tomou conta dos nossos melhores empresários e a luta contra a corrupção reduziu-se a prisões.
Não ha combate preventivo. Só prisões e injustiças.
Os angolanos perguntam onde estão as riquezas recuperadas.
A ONU ja pede a libertação de detidos e as primeiras figuras julgadas e condenadas recebem suas definitivas solturas indo em liberdade gozar de suas riquezas.
O país precisa de empresários nacionais “mwangolés”. Grandes, médias e pequenas empresas virtuosas.
Não amarrem novamente as mãos dos empreendedores angolanos, como aconteceu nos anos passados da geração da utopia comunista, para privilegiar amigos e compadres.
Deixemos que os angolanos prosperem na sua própria terra!
As famílias angolanas pedem por socorro.
Que a riqueza nacional seja correctamente distribuída e os angolanos avantajados.
Kizua João do MPLA
