Falso agente da PN trabalhou sem ser descoberto durante seis meses extorquindo automobilistas

Um falso agente da Polícia Nacional (PN) trabalhou durante seis meses sem ser descoberto pela direcção da corporação, nos arredores do Kikolo, onde extorquia dinheiro dos automobilistas e motociclistas, soube o Novo Jornal.

Um falso agente da Polícia Nacional (PN) trabalhou durante seis meses sem ser descoberto pela direcção da corporação, nos arredores do Kikolo, onde extorquia dinheiro dos automobilistas e motociclistas, soube o Novo Jornal.

O homem, segundo o Serviço de Investigação Criminal (SIC), furtava motorizadas de motociclistas que interpelava na via pública para revender nos mercados informais num valor que variava de 150 mil a 200 mil kwanzas.

O acusado que se fazia passar por efectivo do Ministério do Interior, de acordo com o porta-voz do SIC-Luanda, Fernando de Carvalho, realizava as suas acções trajado com o uniforme n° 3 de campanha da PN e fazia serviço de patrulhamento apeado.

Este interpelava automobilistas e motociclistas que circulavam na zona do Kikolo, solicitava os documentos dos meios, simulava achar irregularidade com eles e depois exigia dinheiro para abafar o caso.

Em caso de motorizadas novas, apreendia de imediato e de seguida orientava os proprietários a se dirigirem à esquadra da Pólvora, onde supostamente seria resolvida a situação, mas a moto não chegava à esquadra.

Quando os “motoqueiros” se deslocavam à esquadra eram informados que as suas motorizadas não se encontravam na unidade, foi daí que a polícia se apercebeu que havia um infiltrado a trabalhar naquela circunscrição.

Diligências foram feitas e os operacionais da direcção municipal de Cacuaco em coordenação com a Polícia de Ordem Pública apanharam-no em flagrante delito.

Quanto à farda da polícia que o homem estava a usar, segundo o SIC, “ele adquiriu por intermédio de um agente colocado no Comando Municipal de Viana”, Fernando de Carvalho, acrescenta ainda também já estar a ser investigado.

O detido de 24 anos, foi encaminhado para o juiz de garantias, implicado nos crimes de uso ilegítimo de uniforme da Polícia Nacional, exercício ilegal de profissão e furto qualificado.

Licença: Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0)
Os conteúdos editoriais abrangidos por esta política podem ser republicados gratuitamente, desde que sejam respeitadas as condições de atribuição.

Artigos Relacionados

A carregar artigos relacionados...