As autoridades norte-americanas anunciaram novas restrições à entrada nos Estados Unidos que passam a abranger cidadãos de 38 países, entre os quais Angola. A decisão foi tornada pública esta semana pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump e é justificada com preocupações de segurança nacional.
Segundo a RTP, a ordem executiva assinada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, surge na sequência de um ataque ocorrido em novembro, em Washington, no qual um cidadão afegão matou uma militar da Guarda Nacional e feriu outro elemento da força.
O suspeito, Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, chegou aos Estados Unidos em 2021 com estatuto de asilado, depois de ter colaborado com a CIA no Afeganistão. O caso foi apontado pelas autoridades norte-americanas como um dos fundamentos para o reforço das medidas de controlo e restrição à entrada de estrangeiros no país.
No documento, Trump defende que o Governo norte-americano não dispõe de informação suficiente para avaliar os riscos associados à entrada de determinados cidadãos estrangeiros, o que, segundo ele, justifica a imposição de restrições.
A nova ordem estabelece uma proibição total de entrada nos Estados Unidos para cidadãos de sete países: Burkina Faso, Laos, Mali, Níger, Serra Leoa, Sudão do Sul e Síria. Acresce ainda a interdição de entrada a portadores de documentos de viagem emitidos ou endossados pela Autoridade Palestiniana.
Paralelamente, foram impostas restrições parciais a cidadãos de outros 15 países da América Central, África e Pacífico. Entre eles estão Angola, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabué, Gabão e Costa do Marfim.
Estas medidas juntam-se a uma proibição total já em vigor desde junho, que afeta cidadãos de 12 países, incluindo Afeganistão, Irão, Líbia, Somália, Sudão e Iémen. Mantêm-se igualmente restrições parciais a países como Cuba, Venezuela e Burundi.
Com a nova decisão, sobe para 19 o número de países sujeitos a proibição total de entrada nos Estados Unidos, enquanto outros 19 enfrentam restrições parciais.
