As autoridades dos Estados Unidos anunciaram a duplicação da recompensa pela captura do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de 25 milhões para 50 milhões de dólares, informou quinta-feira a procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi.
Segundo a responsável, a decisão insere-se nas acusações que ligam o chefe de Estado venezuelano a actividades de narcotráfico e colaboração com cartéis para introdução de cocaína com fentanil no território norte-americano.
Pam Bondi adiantou que o Departamento de Justiça apreendeu bens avaliados em mais de 700 milhões de dólares, atribuídos directamente a Nicolás Maduro, incluindo dois aviões privados e sete toneladas de cocaína.
O governante venezuelano foi formalmente acusado em 2020, num tribunal federal de Manhattan, de narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos, juntamente com vários dos seus aliados próximos.
A primeira recompensa pela sua captura, fixada em 15 milhões de dólares pela Administração Trump, foi posteriormente aumentada para 25 milhões de dólares pela Administração Biden.
Apesar das acusações e da recompensa, Nicolás Maduro mantém-se no poder, após eleições de 2024 consideradas fraudulentas por parte dos EUA, União Europeia e alguns países da América Latina, que reconheceram Edmundo González como presidente eleito.
Em reacção, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, classificou a medida como “patética” e acusou Washington de promover uma “operação de propaganda política”.
