A Etu Energias anunciou, nesta quinta-feira, na Cidade do Cabo, África do Sul, a assinatura de um acordo de financiamento estruturado destinado a cobrir as despesas de capital e as actividades de desenvolvimento relativas à sua participação de 7,5% no Bloco 17/06, no âmbito do Projecto Begónia.
De acordo com jornal Expansão, a acordo foi celebrado durante a edição 2025 da Africa Energy Week (AEW) e contou com a organização de um consórcio financeiro liderado pelo Mauritius Commercial Bank (MCB), que actuou como organizador principal, credor e banco de transacções, em parceria com a TotalEnergies Trading SA (TOTSA). O montante envolvido não foi revelado.
Ao intervir na ocasião, o presidente do Conselho Executivo da Etu Energias, Edson dos Santos, considerou que o Begónia “estabelece uma referência para futuros desenvolvimentos interblocos em Angola, ilustrando o valor das parcerias estratégicas, do financiamento inovador e da infraestrutura partilhada no avanço dos objectivos energéticos nacionais”.
Situado a cerca de 150 quilómetros da costa angolana, o Projecto Begónia constitui o primeiro desenvolvimento interblocos do país, integrando infra-estruturas de produção nos Blocos 17 e 17/06, com vista a reforçar a eficiência e optimizar a utilização de recursos.
Com um investimento total estimado em 850 milhões de dólares norte-americanos, o projecto iniciou a produção em Julho de 2025, acrescentando 30 mil barris de petróleo por dia ao FPSO Pazflor.
O consórcio é liderado pela TotalEnergies (30%, operadora) e integra ainda a Sonangol E&P (30%), a SSI (27,5%), a Falcon Oil (5%) e, mais recentemente, a Etu Energias (7,5%).
