Não sejamos cúmplices, encobridores e coniventes de actos injustos, um povo que se deixa alienar e instrumentalizar pelos políticos, nunca foi inocente, mas sempre foi cúmplice da sua própria desgraça. Porque se vocês querem atribuir ao povo a responsabilidade de exigir do executivo maior cumprimento das suas atribuições, então fechem o parlamento e assim, nos representaremos em nome próprio.
Porque se o Deputado vive bem, recebe exarcebadamente e de forma extensiva aos seus filhos, esposas, pai e mãe, as melhores regalias, mordomias e benesses, e o povo que diz representar está na amargura mediante extrema pobreza, então, é porque, não está a representar povo nenhum senão, os seus familiares, amigos e a si próprio etc.
Mas esse Povo como tem no sofrimento como herança familiar, vai normalizando actos de injustiças que se afiguram como sendo politicamente imorais, impróbios e delituosos.
Qual é a diferença entre eles? O Executivo recebe benesses, mordomias e regalias, os deputados também recebem, o Executivo compram carros de luxo orçados em milhões, os Deputados também compram, o Executivo recebem casas e subsídios milionários, os Deputados também recebem, no final da história, que autoridade moral, política e jurídica terão os Deputados para apontar dedos ao Executivo? Se não nos podem representar condignamente, é simples, abandonem o parlamento. Mas não podemos normalizar a injustiça.
De acordo ao Estatuto Remuneratório que eles mesmo aprovaram, além dos Deputados, tem também direitos a regalias e benesses os seus filhos, esposas, pai e mãe, isso é justo?
Não precisamos de muita ciência para perceber que, se estamos a reinvindicar hoje contra as exageradas regalias, mordomias, e benesses dos Deputados, é porque amanhã, não gostaríamos de fazer parte da corja e roubar ao Povo. Feliz é aquele que se contenta com o que é seu. Abaixo a todo tipo de injustiça social.
Hélder Chihuto Advogado/ Jornalista/ Activista cívico e Social/ Líder Revolucionário Pacífico Neoclássico /Defensor Dos Direitos Humanos /Embaixador do Povo Desfavorecido.
