A Embaixada de Israel em Angola assinalou, em Luanda, o terceiro aniversário dos ataques de 7 de Outubro de 2023, data que marcou um dos episódios mais graves da história recente de Israel, com um encontro anual dedicado aos jornalistas angolanos.
A iniciativa, realizada no dia 8 de Outubro, contou com a presença do embaixador de Israel em Angola, Leo Vinovezky, e reuniu profissionais da comunicação social para um momento de diálogo, partilha de informações e reflexão sobre questões ligadas à segurança, política internacional e relações bilaterais.
Durante o encontro, foram abordados os acontecimentos de 7 de Outubro de 2023, quando o Hamas lançou um ataque surpresa contra território israelita, causando cerca de 1.200 mortos e a captura de aproximadamente 250 reféns, entre israelitas e cidadãos de outras nacionalidades.
A conversa centrou-se igualmente nas consequências humanas deixadas pelo ataque, nas questões de segurança que, segundo as autoridades israelitas, estiveram na origem da falha de antecipação da ofensiva, bem como nos desafios enfrentados por Israel no domínio da defesa.
Os participantes analisaram também alegações relacionadas com ameaças internacionais à segurança, incluindo o caso de um piloto de Omã que teria manifestado intenção de realizar um ataque com características semelhantes às utilizadas nos atentados de 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos.
No âmbito da cooperação entre Angola e Israel, o encontro destacou as oportunidades de aprofundamento das relações económicas e diplomáticas entre os dois países. Segundo a representação diplomática israelita, está previsto um fórum económico virtual entre Angola e Israel, a realizar-se no final deste mês.
A embaixada destacou ainda a importância do papel dos jornalistas na promoção do conhecimento, do diálogo e da compreensão entre os povos, considerando a comunicação social um elemento fundamental no reforço das relações de amizade e cooperação entre Israel e Angola.
O encontro serviu igualmente para abordar a visita de uma delegação de jornalistas dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) a Israel, bem como a actual situação política e de defesa naquele país.
