O advogado e escritor Dário Gaspar dirigiu-se ao Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, manifestando sua discordância quanto à retirada da obrigatoriedade da defesa pública dos trabalhos de fim de curso (TFC) para os graus de licenciatura e mestrado.
Em carta formal enviada ao chefe de Estado, Dário Gaspar argumenta que a defesa pública constitui um instrumento pedagógico essencial, por permitir a avaliação da capacidade crítica e argumentativa dos estudantes, estimular a investigação científica e o rigor académico, além de preparar os finalistas para os desafios do mundo profissional.
O académico alertou que a eliminação desta etapa pode comprometer a seriedade e a credibilidade dos diplomas emitidos pelas instituições de ensino superior angolanas, prejudicando a imagem do sistema educativo nacional.
Dário Gaspar solicita ao Presidente da República que reconsidere os efeitos da medida ou promova um debate amplo com os diferentes actores do sector académico e científico, garantindo que as decisões relacionadas com o ensino superior sejam tomadas de forma participativa e alinhadas com os padrões de qualidade e excelência.
A carta foi datada de 14 de Dezembro de 2026 e assinada pelo próprio Dário Gaspar, reiterando sua elevada consideração e compromisso com o fortalecimento da educação superior em Angola.
