Diferenças ideológicas podem inviabilizar fusão dos entes da CASA-CE, diz analista

O politólogo Agostinho Sicato entende que a intenção manifestada por Manuel Fernandes em transformar a Coligação CASA-CE em partido político, é viável, mas questionou se é oportuno e como será a coabitação dos actuais coligados com identidades ideológicas diferentes.

Sicato, lembrou que foi essa iniciativa que custou o seu afastamento da liderança da CASA-CE, por isso, apresenta dois cenários: o primeiro é o da dissolução e cada partido concorrer de forma isolada.

O também professor universitário apresentou outras barreiras que a CASA-CE pode enfrentar nesta empreitada, que se prendem com a falta de quadros, e a escassez de recursos financeiros que abraça aquela coligação, este segundo Agostinho Sicato, constituiu como o principal obstáculo de piscar o olho a praça eleitoral da UNITA ou do MPLA para sacar deles alguns recursos humanos.

Já, o cientista político, Eurico Gonçalves, reconheceu que o declínio político e eleitoral da CASA-CE decorreu da incapacidade, da falta de uma liderança capaz de corresponder as aspirações do eleitorado, em 2022.

Eurico, defendeu a unidade interna para viabilizar a transformação da coligação em um partido político, baseada na disponibilidade e honestidade política. O académico diz que isso vai requerer coragem e determinação política de Manuel Fernandes, bem como a busca de convergência.

Nesta terça-feira, o líder da coligação eleitoral CASA-CE, disse à Rádio Correio da Kianda que, os partidos integrantes daquela plataforma política, ponderam transformar-se em um único partido político, com um novo instrumento de luta comum, para conseguir-se conquistar o poder em 2027.

Manuel Fernandes, disse que essa reflexão surge em função do VIII Congresso Extraordinário do MPLA, e do que poderá ser o XIV Congresso da UNITA aprazado para 2025, mas, isso poderá acontecer depois de ouvir os membros durante a Conferencia Nacional de quadros que poderá ter lugar em Janeiro ou Fevereiro de 2025. In CK

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