O Comando Municipal de Cacuaco da Polícia Nacional (PN) impediu e dispersou, na manhã desta terça-feira, 15 de Julho, uma actividade de mobilização porta a porta promovida por militantes da UNITA, no âmbito das jornadas locais do partido, soube o Novo Jornal.
De acordo com a mesma fonte, a iniciativa partidária havia sido comunicada previamente às autoridades administrativas e ao comando local da PN, durante uma reunião realizada no domingo, 13 de Julho.
Fontes policiais justificaram a intervenção afirmando que a actividade visava, alegadamente, incentivar manifestações populares contra o recente aumento do preço dos transportes públicos.
Durante a acção, a Polícia Nacional deteve sete militantes da UNITA, posteriormente libertados, e restringiu a circulação de outros participantes nas imediações da vila de Cacuaco. Testemunhas relatam ainda a ocorrência de agressões a alguns cidadãos.
Em declarações ao Novo Jornal, o secretário provincial da UNITA em Luanda, Adriano Abel Sapinãla, desmentiu que a acção tivesse carácter manifestativo, esclarecendo tratar-se de uma jornada de campo no âmbito das actividades partidárias a nível municipal.
O responsável referiu que a actuação da Polícia Nacional foi precipitada e desproporcional, tendo considerado que a corporação confundiu a natureza da actividade. “Infelizmente, a PN fingiu não ter domínio da situação”, lamentou, acrescentando que situação semelhante ocorreu no município da Maianga, embora com menor uso da força.
O político afirmou ainda que as saídas às ruas por parte da UNITA têm decorrido com regularidade em vários municípios de Luanda, no quadro das suas acções de mobilização.
