Um consórcio formado pela BW Energy e a Maurel & Prom acordou adquirir a participação não operada da Azule Energy nos blocos offshore angolanos 14 e 14K. A operação contempla 20% do bloco 14 e 10% do bloco 14K, traduzindo-se numa participação líquida de 10% e 5%, respetivamente, para a BW Energy, marcando a sua entrada no mercado angolano e alinhando-se com os planos estratégicos da empresa na região.
O bloco 14 é um activo em águas profundas que integra nove campos produtores, enquanto o bloco 14K está ligado ao bloco principal. As licenças, operadas pela Chevron, estão vigentes até 2038. A produção bruta atual soma cerca de 40 mil barris de petróleo por dia (bopd), com a quota da BW Energy estimada em 4 mil bopd.
Segundo a empresa, as reservas produzíveis da sua participação são de aproximadamente 9,3 milhões de barris, com potencial adicional de incremento. Custos de abandono e descomissionamento estão já contemplados nas provisões existentes.
O acordo prevê que Maurel & Prom e BW Energy detenham a mesma proporção nos dois blocos. A conclusão da transacção deverá ocorrer até meados de 2026, sujeita a aprovações regulatórias e outras condições usuais de fecho.
A BW Energy pagará um valor base de 97,5 milhões de dólares, com um depósito inicial de 6 milhões no momento da assinatura. O saldo será liquidado na conclusão, com ajustes em função dos fluxos de caixa desde 1 de Janeiro de 2025. Pagamentos contingentes de até 57,5 milhões de dólares poderão ser exigidos caso se verifiquem determinados níveis de preço do Brent ou metas de produção nos blocos 14 e 14K.
O CEO da BW Energy, Carl Arnet, afirmou que a entrada em Angola representa “um passo-chave na estratégia de crescimento da BW Energy na África Ocidental e oferece diversificação da base de recursos. Vemos oportunidades de desenvolvimento futuro, incluindo a utilização de infraestruturas energéticas existentes para desbloquear valor significativo ao longo do tempo.”
Em Outubro deste ano, a empresa anunciou que o poço de avaliação Kharas-1, na licença Kudu offshore Namíbia, atingiu a profundidade total prevista, intersectando múltiplas formações geológicas.
