“Se a Patriótica Unida se constituir em coligação [em 2027], nós vamos concorrer por ela, se não se constituir em coligação, o Bloco terá de concorrer necessariamente”, a declaração, peremptória, é do secretário-geral do Bloco Democrático (BD), Muata Sebastião, em breve entrevista ao NJ.
Entre as várias razões dessa decisão do BD, consta a determinação legal que torna extinto todo o partido que não participe, por duas vezes consecutivas, isoladamente ou em coligação, em qualquer acto eleitoral.
E o partido liderado pelo economista Filomeno Viera Lopes não participou, do ponto de vista legal, nas eleições gerais de 24 de Agosto de 2022, tendo em conta que a sua participação no acto eleitoral acoplada à UNITA no quadro da FPU é legalmente nula, dado que a referida plataforma política não é uma coligação.
De referir que os partidos políticos A UNITA, Bloco Democrático e PRA-JÁ Servir Angola constituíram a Frente Patriótica Unida para disputar as eleições gerais de 2022.
Conforme o acordo assinado, os partidos e organizações políticas que concorreram às eleições gerais de 2022 manteriam suas identidades próprias, sendo a plataforma liderada por Adalberto da Costa Júnior, coadjuvado por Abel Chivukuvuku, também líder da UNITA, e Filomeno Vieira Lopes.
Fonte: Novo Jornal
