As autoridades do Governo Provincial do Bengo suspenderam, nos últimos dias, as actividades da organização não-governamental Zuzu for Africa, alegando falta de regularização da documentação exigida para o exercício legal das suas acções no território angolano.
De acordo coma a Revista Marie Claire, a decisão foi tornada pública após a ONG divulgar uma nota nas redes sociais, na sequência da visibilidade recente obtida com a participação de influenciadores digitais estrangeiros, como Mari Menezes e Nathalia Valente, em acções de voluntariado na província.
Fundada pelas cidadãs brasileiras Bruna Madureira e Gabi Ferreira, a Zuzu for Africa afirma desenvolver, há cerca de oito anos, projectos sociais no Bengo, incluindo a construção de escolas, postos de saúde e programas de apadrinhamento de crianças em situação de vulnerabilidade.
Na nota divulgada, a organização esclarece que a suspensão se deve a questões burocráticas relacionadas com a documentação necessária para o exercício das suas actividades. Segundo a ONG, o processo de regularização foi iniciado a 4 de Julho de 2025 e encontra-se ainda em tramitação junto das entidades competentes.
“A Zuzu for Africa informa que foi surpreendida com a suspensão das suas actividades, apesar de toda a documentação exigida ter sido submetida e estar em processo de análise”, lê-se no comunicado.
A organização refere ainda que apresentou comprovativos fiscais, reconhecimento de representante legal em Angola e comunicou previamente às autoridades locais sobre as acções em curso.
A Zuzu for Africa manifesta esperança de que a situação seja resolvida em breve, reafirmando o compromisso com as comunidades onde actua. A ONG recorda também que, ao longo dos anos, recebeu visitas de autoridades locais e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido.
Em 2024, a cantora brasileira Anitta apoiou um dos projectos da organização, tendo financiado a inauguração de uma escola na província do Bengo.
Até ao momento, o Governo Provincial do Bengo não emitiu um pronunciamento público detalhado sobre o processo nem avançou prazos para a eventual retoma das actividades da ONG.

