A Associação Íris Angola realizou, nos últimos dias, um conjunto de actividades em memória de Carlos Fernandes, líder da comunidade LGBTQIA+ em Angola, cuja morte, a 26 de Fevereiro de 2024, continua envolta em mistério. As homenagens incluíram uma marcha pacífica, uma missa de um ano e momentos de reflexão sobre o legado do activista.
De acordo com um comunicado publicado na página oficial do Facebook da associação, a marcha decorreu sob o lema”Justiça para Carlos Fernandes” e reuniu participantes vestidos de preto, simbolizando o luto e a exigência de esclarecimentos sobre o caso. A concentração teve início às 8h, no Porto de Luanda.
Para além da marcha, foram realizadas outras acções para honrar a memória do activista. No dia 26 de Fevereiro, às 11h, foram depositadas flores no seu túmulo, no Cemitério do Benfica. Mais tarde, às 18h, foi celebrada uma missa na Igreja Sagrada Família, que contou com a presença de familiares, amigos e membros da comunidade LGBTQIA+.
No período da noite, às 19h45, teve lugar uma transmissão em directo para abordar o contributo de Carlos Fernandes na afirmação do movimento LGBTQIA+ no país e discutir o estado das investigações sobre a sua morte. No dia seguinte, à mesma hora, uma nova live foi realizada para recordar a sua trajectória e impacto na luta pelos direitos humanos.
As homenagens encerram-se hoje, 28 de Fevereiro, com um encontro de reflexão no município do Lobito, em Benguela, às 15h.
Carlos Fernandes foi uma figura incontornável na defesa dos direitos humanos e na luta pela inclusão e igualdade em Angola. A Associação Íris Angola reafirmou o seu compromisso com a continuidade desta causa, sublinhando a necessidade de justiça e a preservação da sua memória como um marco na resistência e afirmação da comunidade LGBTQIA+ no país.
