Angola perde 6 mil milhões USD por ano com extração ilegal de diamantes

A actividade de extração ilegal de diamantes em Angola provoca perdas anuais estimadas em seis mil milhões de dólares, segundo revelou o Director Nacional dos Recursos Minerais, Paulo Tanganha, durante entrevista à Rádio Nacional de Angola. O responsável alertou que estas perdas afectam a imagem internacional do país como produtor de diamantes.

Paulo Tanganha explicou que grande parte do garimpo ilegal é vendida no Congo Democrático, sendo contabilizada como produção congolesa, apesar de originar em território angolano. “Extraem os nossos diamantes em Angola, são vendidos no Congo e o Congo registra como deles”, disse, acrescentando que esta prática financia economias externas e actividades ilegais.

O Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás implementa políticas para reverter o quadro actual, atraindo novamente o interesse de empresas norte-americanas na compra de diamantes nacionais. Segundo Tanganha, esforços de diplomacia económica já resultaram no retorno de compradores internacionais.

No mesmo contexto, o Director Nacional anunciou que a exploração de Nióbio terá início ainda este ano no município de Quilengues, Huíla. A produção piloto já permitiu a extração de 40 mil toneladas, colocando Angola na lista de produtores de metais raros estratégicos para a transição energética.

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