O Movimento Cívico MUDEI veio a público manifestar o seu mais firme repúdio contra os actos de repressão e violência protagonizados pela polícia contra mulheres activistas do colectivo “Mulheres Unidas, Somos Mais Fortes”, durante uma manifestação pacífica no Largo das Heroínas, em Luanda.
Segundo a nota divulgada pelo movimento, as mulheres em causa respeitaram todos os trâmites legais exigidos pela Lei das Manifestações e pelo artigo 47.º da Constituição da República de Angola, que consagra o direito à reunião e manifestação. Ainda assim, foram alvo de intimidação, agressões verbais e detenções arbitrárias.
“O que se assistiu hoje foi um cenário vergonhoso de ameaças, repressão e violência simbólica contra mulheres que apenas exigiam respeito e justiça. Foram tratadas como criminosas por exercerem um direito que lhes pertence por lei”, lê-se no documento.
O MUDEI condena a actuação das forças da ordem, considerando-a uma afronta à construção de uma sociedade segura e justa, especialmente para as mulheres, que continuam a ser vítimas de violência e marginalização. “As mulheres não estão seguras em casa, não estão seguras nos seus bairros, e muito menos nas ruas. Isso é inadmissível num país que se diz livre e democrático”, reforça o movimento.
Na mesma nota, o MUDEI exige a libertação imediata de todas as mulheres detidas, bem como dos jovens que se juntaram à marcha. “Chega de violência! Chega de silêncio! A nossa luta é legítima e não será calada por intimidações ou abusos de poder.”
O movimento termina apelando à mobilização cidadã e ao fim da cultura de repressão contra quem ousa erguer a voz. “É tempo de agir. É tempo de exigir respeito. Juntas e juntos, somos uma força que não será derrotada!”
