O Governo angolano reafirmou o compromisso de criar três novas refinarias petrolíferas, além da unidade já existente em Luanda, enquanto procede à reavaliação do projecto da refinaria do Soyo, face a problemas de financiamento por parte do promotor, anunciou o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, durante um encontro realizado na sexta-feira, 5 de Dezembro de 2025.
De acordo com Agência Lusa, o Programa de Desenvolvimento e Consolidação da Fileira de Petróleo e Gás prevê aumentar a produção interna de derivados de petróleo bruto de 1,96 milhões de toneladas métricas em 2021 para 2,97 milhões em 2027, apoiando-se na entrada em funcionamento das novas unidades e na modernização das infra-estruturas de armazenamento e transporte de combustíveis.
A estratégia inclui a refinaria de Cabinda — cuja primeira fase, com capacidade para 30 mil barris por dia, já foi inaugurada — a refinaria do Lobito, projectada para 200 mil barris diários e com início de operações previsto para 2027, e a definição do futuro da refinaria do Soyo, actualmente em reavaliação devido a constrangimentos financeiros do promotor, a empresa Quanten.
“Uma coisa é assinar um contrato, outra é retirar o direito. Temos outras opções e estamos a trabalhar no desenvolvimento do projecto”, esclareceu o ministro Diamantino Azevedo.
Sobre a refinaria do Lobito, o governante destacou que a Sonangol está a assegurar o investimento, com execução física a 23% e execução financeira alinhada às necessidades do projecto. O ministério mantém negociações com outros parceiros internacionais, incluindo CNCEC (China) e Lummus Technology (EUA), visando viabilizar um polo petroquímico até 2027.
Paralelamente, a estratégia governamental contempla a modernização dos terminais oceânicos de Cabinda e Lobito e a expansão da capacidade de armazenagem terrestre para 1,26 milhão de metros cúbicos, reforçando a segurança do abastecimento de combustíveis em todo o território nacional.
O plano visa garantir a autossuficiência nacional de combustíveis até 2027 e consolidar a posição de Angola como produtor estratégico na região.
