Angola inicia consulta pública para plano de eliminação de plásticos até 2027

O Governo angolano iniciou a consulta pública para o desenvolvimento de um plano nacional de eliminação de plásticos, com o objectivo de implementar políticas eficazes no período de 2025 a 2027. Em declarações à TPA, o Secretário de Estado para o Ambiente sublinhou que o projecto visa ouvir vários constituídos, incluindo o sector privado e académicos. Para Yuri Santos, um dos grandes desafios que a tutela enfrenta é a gestão dos resíduos e referiu que, com esta consulta, a meta é a concessão de uma política realista para o setor ambiental.

Em entrevista à Rádio Essencial, o ambientalista e presidente da ONG Minuto Verde-Quercus Angola, Rafael Lucas, afirmou que a implementação dessa política exige ações mais consistentes que envolvam todos os sectores da sociedade. Ele destacou que o sucesso do plano depende da participação activa não só do governo, mas também da sociedade civil, dos empresários e dos académicos. Em suas considerações, Lucas sugeriu que o incentivo à produção e uso de materiais biodegradáveis e recicláveis é essencial. Entre as alternativas propostas, mencionou o uso de sacos de pano, embalagens reutilizáveis e outros materiais de menor impacto ambiental.

Outro ponto salientado por Rafael Lucas foi a necessidade de reforçar o sistema de gestão de resíduos no país. O ambientalista apontou que, apesar dos avanços, ainda existem falhas significativas, especialmente na infra-estrutura destinada à recolha seletiva e reciclagem de plásticos. Para ele, a solução passa por investir em tecnologias modernas que facilitem a reutilização dos materiais e a redução do volume de resíduos descartados.

Este plano de eliminação de plásticos, cuja consulta pública está em andamento, representa um passo importante para a protecção ambiental em Angola. No entanto, para alcançar as metas estabelecidas, é necessário um esforço conjunto entre governo, empresas e cidadãos. A implementação de políticas eficazes e sustentáveis será fundamental para o sucesso desta iniciativa, que visa não só a redução do uso de plásticos, mas também a criação de alternativas mais ecológicas para a sociedade angolana.

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