Angola entre os países africanos candidatos ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Angola e mais três países africanos, classificados pela Human Rights Watch (HRW) como governos abusivos, disputam assentos no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU), nas eleições previstas para 14 de Outubro de 2025.Segundo a HRW, o sistema de votação não competitiva permite que regimes com histórico de violações de direitos humanos consigam assentos no Conselho, comprometendo a credibilidade do órgão responsável por fiscalizar abusos em todo o mundo.O Egito e o Vietname também integram o grupo de países sob forte crítica da HRW. Estes países, juntamente com Angola, concorrem às vagas reservadas ao continente africano — um momento em que, segundo observadores internacionais, critérios de direitos humanos deveriam ter peso decisivo.A HRW enfatiza que governos com registos documentados de restrição de liberdades civis, repressão a activistas e uso excessivo da força não deveriam ser agraciados com mandatos no Conselho, justamente pela incompatibilidade com os valores que o órgão representa.Em Angola, apesar das promessas do Presidente João Lourenço em proteger os direitos humanos, organizações de defesa apontam que as forças de segurança continuam a exercer repressão contra manifestantes pacíficos e opositores.A eleição dos novos membros do Conselho ocorrerá na Assembleia Geral da ONU, por maioria simples em votação secreta. A HRW apela aos Estados-membros para que priorizem candidatos com histórico comprovado de combate às violações de direitos humanos, em vez de conceder assentos a regimes com práticas abusivas.