O Governo angolano anunciou a criação do Angola Convention Bureau (ACB), uma estrutura estratégica vocacionada para a captação de eventos internacionais, com o propósito de posicionar o país no mercado global do turismo de negócios e contribuir para a diversificação da economia nacional.
O anúncio foi feito pelo ministro do Turismo, Márcio Daniel, durante a 21.ª edição do CAféCIPRA, onde apresentou a estratégia do Executivo para o desenvolvimento do segmento MICE — sigla que designa o conjunto de actividades ligadas a Reuniões, Incentivos, Conferências e Exposições — já aprovada em Conselho de Ministros.
Segundo o governante, o ACB será composto por profissionais especializados na identificação e captação de eventos de grande dimensão, funcionando como uma plataforma de promoção activa de Angola junto das principais organizações e associações internacionais. A iniciativa visa reforçar a capacidade do país para atrair conferências, feiras e encontros empresariais, aumentando o fluxo turístico e gerando impacto directo na economia.
Márcio Daniel salientou que o segmento MICE movimenta cerca de quatro biliões de dólares por ano a nível global, sendo que África representa menos de 10% deste mercado. No continente, a captação de eventos concentra-se sobretudo em cidades com estratégias estruturadas, como Cidade do Cabo, Kigali e Nairobi — referências que o Executivo angolano pretende tomar como modelo.
O ministro anunciou ainda que Angola participará em Junho na IMEX, considerada uma das mais importantes feiras mundiais do turismo de eventos, onde estão representadas as principais associações internacionais e organizadores de grandes convenções.
Entre os factores competitivos destacados pelo governante, figuram a conectividade aérea do país e a futura entrada em funcionamento do Centro de Convenções de Luanda, projectado para ser um dos maiores da África Austral, elemento que o Executivo considera determinante para credibilizar a candidatura de Angola como destino de referência no turismo de negócios.
Com esta iniciativa, o Governo pretende diversificar a base económica nacional, reduzindo a dependência de sectores tradicionais e aproveitando o potencial do turismo corporativo como motor de crescimento sustentável.
