A embaixadora de Angola no Reino de Espanha e no Principado de Andorra, Balbina Malheiros Dias da Silva, apresentou quarta-feira, em Madrid, a visão estratégica do país sobre a gestão da água, durante a IMEX Madrid 2026.
Na intervenção subordinada ao tema “A Água como Motor de Oportunidades Internacionais, Inovação e Sustentabilidade”, a diplomata destacou que a água, além de ser fonte de vida, constitui um elemento estratégico para a estabilidade, o desenvolvimento económico e a integração regional.
Segundo a embaixadora, num contexto global marcado pelas alterações climáticas, insegurança alimentar e necessidade de transição energética, a cooperação internacional e a gestão partilhada das bacias hidrográficas assumem-se como caminhos seguros para a paz e para o desenvolvimento sustentável.
Durante a apresentação, Balbina Dias da Silva ressaltou o vasto potencial hídrico de Angola, país com extensa costa atlântica e uma rede hidrográfica robusta, factores que considera determinantes para impulsionar o crescimento económico e social.
A responsável referiu que a água representa, para Angola, um vector de cooperação internacional, diversificação económica e inovação tecnológica, destacando os investimentos realizados na modernização dos sistemas de irrigação, no reforço das infraestruturas de abastecimento e saneamento, bem como na adopção de soluções tecnológicas para maior eficiência na gestão dos recursos hídricos.
No seu discurso, a diplomata fez igualmente referência a importantes infraestruturas e patrimónios naturais do país, como o Rio Kwanza, fundamental para a produção de energia eléctrica e abastecimento de populações, o Rio Cunene, símbolo de cooperação transfronteiriça, a Barragem de Laúca, marco nacional na produção de energia limpa, e as Cataratas de Kalandula, que evidenciam o valor ecológico e turístico associado à gestão sustentável da água.
A embaixadora reafirmou ainda o compromisso de Angola com a protecção das bacias hidrográficas, a expansão do acesso à água potável e ao saneamento básico, bem como a implementação de medidas de adaptação às alterações climáticas, sobretudo nas regiões mais afectadas pela seca.
Dirigindo-se aos investidores presentes, Balbina Dias da Silva sublinhou que a água deve ser encarada como uma ponte de cooperação internacional e base para soluções partilhadas, defendendo que Angola pretende transformar este recurso num instrumento de integração regional, num pilar da transição energética e num fundamento sólido para o desenvolvimento sustentável.
A diplomata manifestou confiança de que a IMEX Madrid 2026 permitirá abrir novas oportunidades de colaboração, fortalecer relações económicas bilaterais e promover projectos de alto impacto baseados na inovação e sustentabilidade.
Na ocasião, convidou os participantes a visitarem o stand de Angola na área de exposição do evento, onde estão disponíveis informações sobre projectos hídricos, oportunidades de investimento e iniciativas estratégicas em diversos sectores da economia nacional.
