O presidente da ANATA, Rodrigo Catimba, diz que os taxistas angolanos não pretendem alinhar-se com partidos políticos, apelando ao diálogo como via para a resolução dos problemas que afectam a classe.
Em declarações dirigidas aos actores políticos e à sociedade civil, o responsável sublinhou que os profissionais do sector não desejam ser associados ao MPLA nem à UNITA, destacando que a classe possui uma visão própria e pretende apresentar soluções concretas para os seus desafios.
Rodrigo Catimba defendeu que qualquer medida que incida sobre o sector dos transportes deve resultar de um processo de diálogo e análise conjunta, alertando que a ausência de concertação pode gerar tensões.
Segundo o dirigente, os taxistas não se consideram responsáveis por actos de vandalismo registados em momentos de paralisação, afirmando que, quando suspendem a actividade, permanecem nas suas residências, sendo outros grupos os autores de tais acções.
O responsável reforçou que a classe conhece o seu valor e a sua contribuição para a economia nacional, negando ser associada a comportamentos desviantes.
Na ocasião, apelou também aos taxistas para a adopção de uma conduta mais responsável, defendendo maior união, respeito pelos passageiros, cumprimento das regras de circulação e rejeição de práticas como a especulação de preços e o incumprimento de itinerários.
O presidente da ANATA considerou que a melhoria do sector passa tanto pelo reforço do diálogo institucional como pela mudança de comportamento dos próprios profissionais, com vista a garantir um serviço de transporte mais organizado e alinhado com as necessidades do país.
