Adalberto Costa Júnior defende reforma profunda do sistema educativo angolano

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, apresentou uma visão alternativa para o sector da Educação em Angola, defendendo reformas estruturantes que visam responder aos desafios persistentes do sistema educativo nacional, marcado por baixos níveis de aproveitamento escolar e fraca ligação ao mercado de trabalho.

Sob o lema “É Possível | Educação”, o líder do maior partido da oposição sublinha que milhares de jovens angolanos concluem o ensino médio sem competências básicas, situação que compromete não apenas o futuro individual dos estudantes, mas também o desenvolvimento económico e social do país.

Entre as propostas centrais apresentadas pela UNITA destaca-se uma reforma curricular abrangente, orientada para as competências exigidas pelo século XXI, com maior articulação entre a escola e o sector empresarial, bem como o reforço da formação técnica e profissional em áreas consideradas estratégicas para a economia nacional.

Outro eixo fundamental da proposta é a introdução de um ensino bidirecional a partir da 6.ª classe, permitindo que os alunos escolham entre percursos académico ou técnico-profissional, de acordo com as suas aptidões, sem exclusão social ou estigmatização. Segundo a UNITA, ambos os percursos partilhariam uma base comum, garantindo mobilidade futura e maior inclusão no sistema educativo.

A valorização do ensino técnico-profissional surge como prioridade para a formação de quadros intermédios qualificados, considerados essenciais para o crescimento da indústria, dos serviços e da economia produtiva. Paralelamente, o partido defende o reforço do rigor e da qualidade escolar, com progressão baseada em conhecimentos efectivos e apoio direccionado aos alunos com dificuldades.

No que respeita aos professores, Adalberto Costa Júnior aponta a formação contínua, remuneração digna e melhores condições de trabalho como pilares indispensáveis para o sucesso de qualquer reforma educativa sustentável.

A proposta inclui ainda o fortalecimento da ligação escola-empresa, criando oportunidades de estágios, aprendizagem prática e transferência de conhecimento, beneficiando simultaneamente estudantes e entidades empregadoras.

Para a UNITA, uma Angola renovada exige educação sólida, empregos dignos e políticas públicas estruturantes, apresentando esta visão como parte da sua alternativa governativa com vista às eleições de 2027, assente na justiça social, inclusão e desenvolvimento sustentável.

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