O activista e professor Talent Rusere, presidente da Comissão de Advogados dos Direitos Humanos da África Austral, foi detido em Botsuana, após ser acusado pelas autoridades zimbabueanas de ser uma figura-chave nos protestos violentos em Moçambique. Segundo o portal de notícias INTEGRITY, Rusere foi deportado enquanto aguardava a decisão sobre o seu pedido de asilo, depois de alegar que mais de 226.000 zimbabueanos teriam participado nas eleições moçambicanas, uma acusação que foi amplamente rejeitada pelas autoridades.
A recente validação da vitória da Frelimo nas eleições de Outubro pelo Conselho Constitucional de Moçambique gerou protestos em massa, com a oposição a denunciar fraude eleitoral. Os protestos, que resultaram em destruição generalizada e mortes, têm afectado a estabilidade do país. Mais de 130 pessoas morreram em confrontos com a polícia, segundo a organização Plataforma Decide.
A situação em Moçambique atraiu atenção internacional, com observadores a pedir investigação e reformas eleitorais. Além disso, a deportação de Rusere levanta questões sobre a postura política de Botsuana, que, sob a liderança do presidente Duma Boko, tem reforçado laços com o Zimbabué.
