Activista Hitler Samussuku impedido de viajar para Angola em voo da TAAG

 

O activista angolano Hitler Samussuku alega ter sido impedido de embarcar num voo da TAAG – Linhas Aéreas de Angola com destino a Luanda, no passado dia 13 de Junho, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Segundo o próprio, não lhe foi apresentada qualquer justificação oficial pela transportadora aérea.

Samussuku, que se encontra no Brasil a frequentar estudos académicos, previa participar como orador numa conferência organizada pela Embaixada da Noruega em Luanda, sobre mudanças e continuidade no governo do Presidente João Lourenço. A viagem incluía um voo doméstico entre Brasília e São Paulo, operado pela GOL, e um voo internacional da TAAG até Luanda.

Num vídeo divulgado nas redes sociais, o activista afirma que a aeronave da TAAG chegou a descolar de São Paulo, mas terá regressado após cerca de 40 minutos, alegadamente por questões técnicas relacionadas com excesso de combustível. No dia seguinte, um novo voo teria seguido para Luanda com os demais passageiros, mas Samussuku alega que foi impedido de embarcar, sob a justificação de que o seu bilhete era inválido.

“A passagem foi comprada pela Embaixada da Noruega, com quem mantinha compromisso oficial em Luanda. Consegui embarcar normalmente de Brasília até São Paulo com o mesmo bilhete”, afirmou Samussuku.

O também activista Dito Dali, que acompanhou Samussuku até o aeroporto de Brasília, confirmou os relatos e classificou o impedimento como uma limitação à liberdade de circulação. De acordo com Dali, casos semelhantes têm sido reportados por activistas cujos nomes alegadamente constam de listas restritivas durante deslocações de dirigentes angolanos ao exterior.

Contactada pela reportagem, a TAAG não respondeu até ao momento e não se pronunciou oficialmente sobre o incidente. A Embaixada da Noruega também não emitiu qualquer declaração pública.

Hitler Samussuku permanece em São Paulo e ainda não conseguiu embarcar rumo a Luanda, a poucos dias da conferência.

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