Abel Chivukuvuku anuncia candidatura independente às eleições de 2027 e há relatos de desacordos na FPU

O presidente do PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku, anunciou que a sua formação política vai concorrer de forma independente às eleições gerais de 2027, após ter recebido aprovação dos congressistas no Iº Congresso Constitutivo do partido, encerrado na quarta-feira, 21 de maio, em Luanda.

“Temos que nos preparar para avançarmos sozinhos, mas dispostos para a eventualidade de conversas. Mas essas conversas têm que ter regras, porque já sofremos muito com essa questão da FPU”, afirmou o líder político, referindo-se à Frente Patriótica Unida (FPU), plataforma da oposição que reuniu o PRA-JA, a UNITA, o Bloco Democrático e membros da sociedade civil nas eleições de 2022.

Segundo apurou o Novo Jornal, o “sofrimento” mencionado por Chivukuvuku está relacionado com um alegado incumprimento do acordo celebrado entre o PRA-JA e a UNITA. Esse acordo previa a distribuição proporcional das subvenções do Estado, com 20% a serem destinados ao partido de Chivukuvuku, como compensação pelo seu contributo no desempenho eleitoral da coligação. No entanto, a verba não tem sido transferida.

“Os resultados das eleições de 2022 são fruto do trabalho do PRA-JA Servir Angola, do Bloco Democrático e de outros membros da sociedade civil, mas a UNITA recebe a maior fatia, mais de 700 milhões de kwanzas trimestralmente. Não é justo”, denunciou ao Novo Jornal uma fonte do PRA-JA.

Com esta decisão, Abel Chivukuvuku rompe definitivamente com a FPU e prepara-se para apresentar o PRA-JA como alternativa autónoma no próximo ciclo eleitoral.

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