Desde 2008, o MPLA perde em média 10% dos votos por eleição, podendo atingir 41% em 2027. O deputado da UNITA, Nuno Álvaro Dala, alertou nas redes sociais que alterações à Lei Eleitoral podem visar influenciar o processo eleitoral.
Segundo a estatística oficial da CNE:
- Nas eleições de 2008 o MPLA obteve 81,64% dos votos. A UNITA obteve 10,39% dos votos;
- Nas eleições de 2012 o MPLA obteve 71,84%. A UNITA obteve 18,66% dos votos;
- Nas eleições de 2017 o MPLA obteve 61,08% dos votos. A UNITA obteve 26,68% dos votos;
- Nas eleições de 2022 o MPLA obteve 51,17% dos votos. A UNITA obteve 43,95%.
Assim, nos quatro pleitos eleitorais – de 2008, 2012, 2017 e 2022 – o MPLA perdeu, em média 10,15% dos votos em cada eleição. A UNITA ganhou, em média, 11,18% dos votos em cada eleição.
Entretanto, há um problema extremamente sério na estatística oficial da CNE: a estatística oficial da CNE permite prever que nas Eleições de 2027 o MPLA terá apenas cerca de 41% dos votos. Por outro lado, a governação desastrosa do MPLA, com reflexos terríveis nas condições de vida dos cidadãos, complicam extraordinariamente a estratégia da fraude eleitoral.
Para contornar tal quadro, como primeiro passo, o Governo, remeteu à Assembleia Nacional diversas propostas de alteração ao Pacote Legislativo Eleitoral, com destaque para a eliminação da acta-síntese, a inserção de mesas móveis, a adopção do bilhete de identidade como único documento que habilita o cidadão a votar. Estas e outras propostas de alteração é que viabilizariam a fraude de proporções industriais que o Regime deseja realizar em 2027.
O MPLA, através do aparato do Estado, tudo e mais alguma maracutaia está a engendrar para não perder o poder em 2027.
Cabe à UNITA (a única organização política com capacidade real de liderar um movimento popular pela alternância em Angola) prosseguir com a sua estratégia.
Por: Nuno Álvaro Dala


