CEAST considera insuficientes as respostas aos problemas sociais em Angola

O presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Dom José Manuel Imbamba, considerou insuficientes as respostas aos problemas sociais que afectam a população angolana, apesar dos investimentos realizados pelo Executivo na construção de infra-estruturas, expansão da rede eléctrica e disponibilização de serviços essenciais.

A preocupação foi manifestada durante a missa de encerramento do Jubileu Diocesano e das ordenações sacerdotais, realizada na Diocese do Dundo, província da Lunda-Norte.

Na ocasião, o responsável religioso reconheceu os esforços desenvolvidos para melhorar as condições de vida da população, mas salientou que as necessidades dos cidadãos continuam acima das soluções alcançadas.

Entre as principais preocupações, Dom José Manuel Imbamba destacou o elevado número de jovens desempregados ou submetidos a trabalhos precários, sem perspectivas de melhoria das condições de vida.

Segundo o prelado, esta realidade limita as oportunidades de desenvolvimento das novas gerações e pode contribuir para a reprodução da pobreza, com consequências no futuro das famílias angolanas.

O presidente da CEAST manifestou igualmente preocupação com a situação das comunidades mais recônditas do país, que continuam afastadas das oportunidades de desenvolvimento e vulneráveis a diferentes formas de manipulação e instrumentalização.

Dom José Manuel Imbamba chamou ainda a atenção para os factores sociais, políticos, culturais e religiosos que, no seu entender, condicionam o equilíbrio emocional e psicológico dos cidadãos.

Relativamente à paz e à reconciliação nacional, o responsável religioso apelou ao reforço do compromisso colectivo, considerando a guerra como a pior escolha que um povo pode fazer.

Ao referir-se à inauguração do memorial em homenagem às vítimas dos conflitos armados, defendeu que o espaço deve constituir um instrumento de reflexão para as actuais e futuras gerações sobre as consequências da guerra.

O prelado considerou, por isso, fundamental preservar a memória dos conflitos armados e promover uma consciência colectiva que impeça Angola de voltar a trilhar o caminho da violência.

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