Há dois anos fiz esta afirmação. Hoje, continuo a sustentá-la.
Estamos a caminhar para uma década de governação de João Lourenço. Depois de tantos discursos sobre diversificação económica, combate à corrupção, atração de investimento e reformas estruturais, a pergunta continua simples: onde estão os resultados capazes de transformar a vida da maioria dos angolanos?
A economia continua excessivamente dependente do petróleo. O desemprego continua a ser uma das maiores preocupações nacionais. O poder de compra das famílias permanece pressionado. E muitos jovens continuam a procurar oportunidades fora do país.
Entretanto, o nome de Isabel dos Santos continua a gerar mais debate económico, mais interesse dos investidores e mais discussão pública do que muitas das políticas anunciadas pelo Executivo.
Não é uma questão de simpatia ou antipatia. É uma questão de impacto.
Um governo mede-se pelos resultados que produz. E quando, após anos de mandato, a economia continua sem dar respostas à dimensão dos desafios nacionais, a crítica torna-se inevitável.
A história julgará todos: os empresários, os governantes e as instituições. Mas a pergunta permanece:
Quem teve mais influência na economia angolana nos últimos dez anos?
