Carlos São Vicente corre risco iminente de perder a função renal no rim esquerdo

O empresário Carlos Manuel de São Vicente corre o risco iminente de sofrer a perda total da função renal e do seu rim esquerdo, caso não seja submetido com urgência a uma intervenção cirúrgica especializada.

O alerta foi formalizado pelo próprio recluso num documento a que o HOLD ON ANGOLA teve acesso intitulado “1.º S.O.S.”, o requerente — detido no Estabelecimento Penitenciário de Viana (EPV), num documento em que detalha a gravidade extrema do seu estado de saúde actual. O requerente necessita de realizar uma cirurgia urológica a laser, agendada para o dia 16 de Junho de 2026, para a remoção de um cálculo renal e de um cateter duplo J.

O alerta sobre o estado de saúde crítico de Carlos Manuel de São Vicente foi formalizado pelo próprio recluso

De acordo com o relatório clínico apresentado no requerimento, o adiamento ou a não realização desta cirurgia urológica pode transformar o quadro de pormenor numa emergência médica com danos irreversíveis para a vida do paciente. Entre as principais consequências apontadas pela equipa médica figuram a hidronefrose — que causa a obstrução e o inchaço do órgão devido à acumulação de urina — e o desenvolvimento de uma insuficiência renal crónica.

O agravamento da patologia poderá ditar a paralisação completa do rim esquerdo, tornando obrigatória a sua remoção cirúrgica ou a submissão do recluso a tratamentos de diálise. Adicionalmente, a estagnação da urina facilita a proliferação bacteriana, potenciando o surgimento de pielonefrite, abcessos renais e sépsis — uma infecção generalizada na corrente sanguínea que pode provocar a falência múltipla de órgãos e a morte.

O documento detalha que os episódios clínicos se agravaram severamente nas últimas semanas dentro da unidade prisional. Carlos São Vicente tem registado episódios frequentes de hematúria (micção de sangue) acompanhados de fortes dores e ardor, além de crises agudas de hipertensão arterial. No passado dia 8 de Maio, a tensão arterial do recluso atingiu o pico crítico de 220-116 mmHg, um quadro agravado por insónias recorrentes.

Face à iminência de complicações adicionais, como dores crónicas incapacitantes e danos estruturais no ureter, o requerente reitera o pedido de libertação imediata e a autorização para ser transferido sob custódia para Lisboa, onde reside a sua família, de modo a receber a assistência médica e as cirurgias urgentes necessárias para salvaguardar a sua integridade física.

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