A Direcção do Instituto Superior Politécnico de Kangonjo (ISKA) esclareceu, esta terça-feira, no município do Icolo e Bengo, que não possui competência legal para ordenar detenções, reagindo às informações que circulam sobre o caso envolvendo o presidente do Movimento de Estudantes Angolanos (MEA).
Em comunicado, a instituição académica desmentiu categoricamente qualquer interferência na actuação das autoridades policiais relativamente aos incidentes registados no passado dia 4 de Maio. De acordo com o documento, a intervenção das forças de ordem foi solicitada após o registo de perturbações ao normal funcionamento do espaço académico e perante o desacato às orientações da segurança interna.
A nota explica que os integrantes do referido movimento não se identificaram perante os órgãos de gestão do instituto. A Direcção do ISKA sublinha ainda que uma parte considerável dos participantes na manifestação não possuía qualquer vínculo com a instituição, resultando em actos de instabilidade que obrigaram à chamada das autoridades competentes.
Entretanto, a instituição contestou a posição apresentada pelos activistas, alegando que a detenção dos activistas e do presidente do MEA não ocorreu por orientação do Dr. João Manico Henda.
“O ISKA realiza cerimónias de outorga de graus de forma ininterrupta desde 2015, mantendo o compromisso com a excelência académica e a titulação dos seus estudantes”, refere o comunicado.
A nota termina com um apelo à responsabilidade na divulgação de informações, reiterando que o instituto mantém o seu compromisso com a liberdade de expressão e com a convivência democrática dentro do recinto escolar, pautando-se sempre pelo respeito às leis e normas do subsistema do ensino superior em Angola.
