Minuto Verde alerta para aumento da caça furtiva em Angola

A Minuto Verde – Organização Não Governamental de Defesa da Natureza e do Ambiente em Angola – alertou para o agravamento da caça furtiva no país, considerando que o fenómeno constitui uma ameaça séria à biodiversidade, ao equilíbrio ecológico e ao desenvolvimento sustentável.

Em comunicado, a organização defende que o combate à prática deve ser assumido como prioridade nacional, exigindo acções coordenadas entre o Estado, as comunidades locais, organizações ambientais e a sociedade civil.

Segundo a nota, a caça ilegal continua a afectar diversas regiões, incluindo parques nacionais e reservas naturais, colocando em risco espécies como o Elefante e o Búfalo, entre outros animais selvagens. A destruição de habitats naturais, associada às queimadas e ao desmatamento, agrava ainda mais a vulnerabilidade da fauna.

A organização aponta como principais causas da caça furtiva factores como a pobreza e a falta de alternativas económicas, o comércio ilegal de produtos como marfim e peles, a fiscalização insuficiente, bem como a corrupção e fragilidades institucionais. Destaca ainda a ausência de educação ambiental em algumas comunidades como elemento que contribui para a persistência do problema.

Quanto às consequências, a Minuto Verde refere impactos ambientais significativos, incluindo a redução e possível extinção de espécies, o desequilíbrio dos ecossistemas e a perda de biodiversidade. No plano socioeconómico, alerta para a diminuição do potencial turístico do país, a redução de oportunidades ligadas ao ecoturismo e o crescimento de redes criminosas associadas ao tráfico ilegal de fauna.

A organização reconhece a existência de esforços institucionais, mas considera que persistem desafios ligados à falta de recursos técnicos, à fiscalização permanente e à sensibilização das comunidades.

Para inverter o quadro, a Minuto Verde propõe uma abordagem integrada que inclui o reforço da fiscalização nas áreas protegidas, a formação de agentes ambientais, a aplicação rigorosa das leis, bem como a promoção da educação ambiental nas escolas e comunidades.

Entre outras medidas, defende ainda a criação de alternativas económicas sustentáveis para as populações locais, o incentivo ao ecoturismo, o reflorestamento e a recuperação de habitats, além da cooperação entre o Governo, organizações e comunidades.

A organização conclui que a caça furtiva representa uma ameaça grave ao património natural de Angola, apelando a um compromisso colectivo e a uma maior vontade política para proteger a fauna selvagem e garantir o futuro das próximas gerações.

Prefira o Hold On Angola no Google

Licença: Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0)
Os conteúdos editoriais abrangidos por esta política podem ser republicados gratuitamente, desde que sejam respeitadas as condições de atribuição.

Artigos Relacionados

A carregar artigos relacionados...