Adalberto Costa Júnior solidariza-se com vítimas das chuvas e propõe novo ordenamento territorial

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, manifestou, em Luanda, a sua solidariedade para com as famílias afectadas pelas fortes chuvas que fustigam o país, defendendo a implementação urgente de um novo modelo de ordenamento territorial, com vista a estancar a perda de vidas humanas.

Numa mensagem dirigida à nação, o líder do maior partido na oposição destacou a situação preocupante na província de Benguela, onde os dados oficiais apontam para a morte de mais de 25 cidadãos. Para Costa Júnior, a recorrência destas tragédias constitui um “lembrete doloroso” de que a segurança das populações deve ser a prioridade central da agenda governativa.

“O povo deve ser protegido, não punido por viver em condições muitas vezes impostas pela pobreza e pela negligência histórica das autoridades”, lê-se na declarção.

O político defendeu que a solução para o problema das inundações ultrapassa a assistência imediata, exigindo “mudanças estruturais e sustentáveis”. Entre as propostas apresentadas, destaca-se a criação de um Plano Nacional de Prevenção e Gestão de Inundações, que promova a articulação entre o Governo Central, governos provinciais e comunidades locais.

Costa Júnior sublinhou ainda a necessidade de investir seriamente na melhoria das infra-estruturas de drenagem, através do reforço do escoamento de águas e da limpeza antecipada de valas e canais, visando mitigar os efeitos das enxurradas.

No que toca ao ordenamento territorial e realojamento, o político defendeu a identificação rigorosa das áreas de risco e a promoção de programas de reassentamento digno, garantindo às populações acesso a serviços sociais básicos.

A par destas medidas, destacou a importância do saneamento, defendendo uma gestão eficaz dos resíduos sólidos para evitar o bloqueio dos sistemas de drenagem, factor que tem agravado as inundações em centros urbanos e zonas periurbanas.

Sobre a resposta institucional, o presidente da UNITA apelou às autoridades competentes para que actuem com “rigor e urgência”, sugerindo ainda a criação de fundos de financiamento de emergência e mecanismos de seguro social para apoio imediato às vítimas de desastres naturais.

Costa Júnior concluiu reforçando a importância de um planeamento territorial inclusivo, baseado em estudos hidrológicos, de modo a prevenir a formação de novos assentamentos em linhas de água e encostas perigosas, priorizando sempre a dignidade e a protecção das famílias angolanas.

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