O activista Wilson Papo Recto considera que o MPLA atravessa uma fase terminal, marcada por conflitos internos e incapacidade de resposta aos desafios actuais do país.
As declarações foram feitas durante uma entrevista ao jornalista Victor Hugo Mendes, na qual o activista diz que o partido no poder “está no fim”, não necessariamente por uma derrota eleitoral iminente, mas por um alegado processo de desgaste estrutural.
Na sua leitura, o actual momento resulta de um conjunto de factores acumulados ao longo dos anos, com destaque para o aumento da dívida pública, a concentração de interesses económicos e a disputa interna por recursos e influência. Segundo disse, estas dinâmicas terão fragilizado a coesão do partido e reduzido a sua capacidade de governação.
Wilson Papo Recto sustenta ainda que o modelo de gestão adoptado ao longo do tempo privilegiou interesses particulares em detrimento das prioridades sociais, apontando impactos negativos nos sectores essenciais e no bem-estar das populações.
O activista alertou igualmente para os efeitos da crise na classe média, que, no seu entender, tem vindo a perder capacidade económica e estabilidade, cenário que poderá agravar as tensões sociais.
