A Universidade Agostinho Neto (UAN) criou uma comissão de averiguação para investigar denúncias de alegada venda de notas em troca de favores sexuais envolvendo um funcionário afecto à Faculdade de Engenharia da instituição.
As denúncias foram tornadas públicas pelo Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), que alertou para a existência de práticas consideradas graves e que podem comprometer a integridade do sistema académico.
De acordo com o despacho interno n.º 049/DEC/FEUAN/2026, assinado pelo decano da Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto, Joaquim Augusto Guerra Hamuyela, a comissão foi criada esta quarta-feira, 12, e é composta por 11 membros, entre docentes, funcionários e estudantes.
A equipa tem como missão apurar as denúncias públicas relacionadas com o funcionário Ernesto Ginga Holeca, cujas alegações, caso se confirmem, poderão comprometer o funcionamento da área dos Assuntos Académicos da faculdade.
Segundo o despacho, a comissão é coordenada pela professora doutora Eunice Gabriela dos S. Marques Costa, tendo como coordenador-adjunto o mestre Edson Américo de Almeida Joaquim.
Integram igualmente a comissão André Cudijinguissa, Elias Alfredo Quintas, António Nanga Nsungani, Mboko Casongo Domingos, António Kiala e Madalena da Silva Cambalundo.
Fazem ainda parte da equipa de averiguação os estudantes Daniel Sambaulo, Gerson Germano Martins e Amílcar Cabral.
Casos de comportamentos considerados indecorosos em instituições de ensino têm sido denunciados com alguma frequência, incluindo alegações de venda de notas e assédio contra estudantes, especialmente mulheres, envolvendo docentes ou funcionários administrativos.
