Juristas angolanos e o “Show” das palavras difíceis

Introdução

Em certos círculos jurídicos angolanos, há um “vício de estilo” curioso: o uso exagerado de palavras difíceis.

Termos como “por obséquio”, “no que tange”, Sed lex dura lex, “aliás”, “concerne”*, *“consubstancia-se” e outras expressões.

Difíceis que atrapalham na comunicação não despejadas como se fossem argumentos em si.

Quem não é jurista ou Estudante do curso de direito deseja apreender os seus direitos, o sentido da lei, ter a comunicação curta e objectiva.

Mas sejamos honestos: falar difícil não é sinónimo de saber jurídico.

Muitos juristas usam palavras difíceis, para mascarar a ausência de conteúdo em direito.

Não defendem com lógica, doutrina ou jurisprudência — preferem a comunicação difícil, para esconder a deficiência em direito.

Jurista em regra fala com base nas leis e doutrinas.

O Direito exige clareza, precisão e coerência.

A boa argumentação não precisa de rodeios — precisa de fundamentos.

Fica o apelo: menos encenação, mas Direito.

Vamos pela humildade académica usar linguagem simples, não falas apenas para juristas.

A linguagem jurídica deve ser ferramenta, não cortina de fumo.

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