O crédito bruto ao sector não financeiro angolano cifrou-se em 8,8 biliões de Kwanzas em Outubro de 2025, registando um crescimento de 569,9 mil milhões de Kwanzas (6,9%) face ao período homólogo, segundo a Nota de Informação Estatística divulgada pelo Banco Nacional de Angola (BNA).
Do total de crédito concedido, 85,4% corresponde ao sector privado, incluindo empresas e particulares, enquanto 14,6% se refere ao endividamento do sector público, compreendendo a administração pública e empresas públicas.
O crédito em moeda nacional atingiu 7,1 biliões de Kwanzas, refletindo um aumento de 1,3 biliões de Kwanzas (21,9%) face ao mesmo período de 2024, e de 1,0 bilião de Kwanzas (17,4%) relativamente a Dezembro do ano passado.
O sector público não financeiro totalizou 1,3 bilião de Kwanzas, dos quais 68,8% correspondem à administração pública e 31,2% às empresas públicas, registando-se uma redução de 273,2 mil milhões de Kwanzas comparativamente ao período homólogo.
Quanto ao sector real da economia, o crédito totalizou 1,8 biliões de Kwanzas, aumentando 307,0 mil milhões (19,9%), impulsionado sobretudo pelo subsector de Indústrias Extractivas, com crescimento de 225,5 mil milhões de Kwanzas (46,2%).
Do total do crédito ao sector real, 1,3 biliões de Kwanzas (72,7%) foram concedidos ao abrigo do Aviso n.º 10/2024 do BNA, destinado ao fomento do sector, representando 15,4% da carteira de crédito bruto do sistema bancário. O financiamento privilegiou os subsectores das Indústrias Transformadoras, Extractivas e Agricultura/Produção Animal/Caça/Floresta/Pesca, com destaque para as Indústrias Transformadoras, que receberam 736,6 mil milhões de Kwanzas (93,1%) dos recursos do Aviso.
O BNA destaca que o crescimento do crédito reflete a intensificação das políticas de fomento ao sector real da economia, promovendo o investimento, diversificação da produção e inclusão financeira do sector privado e empresarial.
A Nota de Informação Estatística de Outubro de 2025 evidencia também a importância do crédito em moeda nacional, que tem registado forte expansão, contribuindo para a consolidação da economia doméstica e o financiamento de projectos estratégicos nos diversos subsectores produtivos.
