UNITA renova liderança e aprova reformas internas no 14.º Congresso

A UNITA anunciou novas nomeações na sua estrutura de direcção, num movimento que reflete o reposicionamento estratégico do partido após a reeleição de Adalberto Costa Júnior no 14.º Congresso, concluído este domingo, em Luanda. O actual líder indicou Liberty Chiaka, até então presidente do Grupo Parlamentar, para o cargo de secretário-geral, substituindo Álvaro Daniel Chicuamanga.

Com esta mudança, a liderança parlamentar passa para a deputada Albertina Navemba Ngola, que assume um papel central num momento em que o partido reforça a sua preparação para o ciclo político que culminará nas eleições gerais de 2027. Arlete Chibinda foi nomeada vice-presidente para a área política e social, enquanto Álvaro Chicuamanga transita para a vice-presidência de organização e administração eleitoral. Simão Dembo assume a vice-presidência para a administração e património.

No congresso, a UNITA aprovou 18 resoluções, entre as quais a criação de uma nova Frente Patriótica Unida (FPU), numa tentativa de revitalizar a plataforma de convergência oposicionista que marcou as eleições de 2022. A organização recomendou ainda o alargamento dos mandatos dos seus presidentes, que poderão passar de quatro para cinco anos a partir de 2033, caso a proposta seja ratificada no próximo congresso.

O partido decidiu também aumentar a dimensão da comissão política para 351 membros efectivos e 75 suplentes, justificando o reforço com o crescimento das estruturas da UNITA e com a expansão administrativa do país. Outra decisão simbólica foi a mudança do nome do centro político-administrativo da UNITA, Sovsmo, em Viana, que passa a chamar-se Dr. Jonas Malheiro Savimbi.

No discurso de encerramento, Adalberto Costa Júnior destacou que o desafio do partido vai além da celebração interna. “Devemos passar das palavras aos actos. A nossa geração tem a responsabilidade de garantir que o próximo meio século seja de prosperidade, justiça social, inclusão e dignidade para todos os angolanos”, afirmou.

O líder da UNITA advertiu igualmente para o que considera excessos e violações das liberdades fundamentais no país, defendendo que o respeito pela democracia é condição para a construção de uma economia diversificada e de uma sociedade mais justa. Segundo Adalberto Costa Júnior, a UNITA não aceitará processos que tentem excluir o partido da arena política, sublinhando que a participação plena é um direito conquistado.

 

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