Friends of Angola distingue activistas com o Prémio Pró-Democracia e Direitos Humanos

A organização Friends of Angola (FoA) realizou, no dia 31 de Outubro, em Luanda, a 3.ª Edição do Prémio Pró-Democracia e Direitos Humanos, um evento que reuniu activistas, jornalistas, líderes da sociedade civil e representantes de partidos políticos.

A iniciativa pretende valorizar o trabalho de cidadãos e instituições que, dentro e fora do país, se dedicam à defesa da liberdade, da justiça social e da democracia em Angola.

Segundo a Friends of Angola, o prémio tem como objectivo dar visibilidade às vozes que lutam pela mudança, inspirar novas lideranças e fortalecer a cidadania activa, num contexto ainda marcado por restrições às liberdades fundamentais.

Nesta edição, 15 cidadãos e organizações da sociedade civil foram distinguidos em quatro categorias principais.

Na categoria Cidadania e Democracia, destacaram-se a Omunga e a ASD – Acção de Solidariedade e Desenvolvimento.

Em Direitos Humanos e Justiça Social, foram premiados Eduardo Peres Alberto, secretário-geral do Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Superior, e os activistas Laura Macedo, Osvaldo Caholo, Serrote José de Oliveira, Kiluanje Lourenço “Jesse”, André Miranda, Francisco Paciente (presidente da ANATA), Rodrigo Katimba (vice-presidente da ANATA), Francisco Eduardo (presidente da ATA), Rafael Ginga Inácio (CTCA) e António Alexandre Freitas (CTMF).

Na categoria Juventude e Liderança Comunitária, o destaque foi para Francisco Teixeira, presidente do Movimento de Estudantes de Angola (MEA), enquanto o Movimento Cívico MUDEI recebeu o prémio de Iniciativa Institucional ou Organizacional.

Durante a cerimónia, foi salientado o papel da juventude e dos movimentos sociais na consolidação da democracia. Os organizadores lembraram que a luta pelos direitos humanos em Angola continua a enfrentar grandes desafios, como detenções arbitrárias, censura e perseguição de activistas.

A Friends of Angola apelou à solidariedade internacional e à protecção dos defensores dos direitos humanos, sublinhando que o fortalecimento da democracia depende da participação activa e consciente dos cidadãos.

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