O activista André Miranda, detido desde o dia 28 de Julho de 2025, encontra-se actualmente sem representação legal, segundo um comunicado tornado público nesta sexta-feira (31), em Luanda.
De acordo com a nota, a advogada que acompanhava o processo decidiu abandonar o caso por falta de pagamento dos honorários, situação que, segundo familiares, resulta da falta de condições financeiras para custear a defesa do activista.
André Miranda foi detido de forma arbitrária, por alegadamente ter exercido o seu direito à informação e à liberdade de expressão durante a cobertura da greve dos taxistas realizada no mês de Julho.
A ausência de assistência jurídica coloca o activista numa situação de maior vulnerabilidade, numa altura em que organizações da sociedade civil e defensores dos direitos humanos têm denunciado casos de perseguição e intimidação contra vozes críticas ao regime.
O comunicado apela à solidariedade nacional e internacional, solicitando apoio urgente de advogados comprometidos com a justiça social.
“A luta pela libertação de André Miranda continua a ser uma causa de todos os que acreditam na dignidade humana, na justiça e na liberdade”, lê-se no documento.
O caso de André Miranda junta-se a outros episódios recentes que têm revelado o endurecimento das autoridades contra activistas e jornalistas independentes em Angola.
