BAI investe 255 milhões de kwanzas em acções sociais e reforça compromisso com sustentabilidade

O Banco Angolano de Investimentos (BAI) destinou 255 milhões de kwanzas (cerca de 246 mil dólares) a projectos de responsabilidade social em 2024, beneficiando mais de 219 mil pessoas em diversas províncias do país. Os dados constam do primeiro Relatório de Sustentabilidade da instituição, recentemente publicado, que evidencia o papel do BAI como um dos principais promotores da agenda ESG (Ambiental, Social e de Governação) em Angola.

O documento sublinha que o banco pretende aliar desempenho financeiro a impacto social e ambiental, adoptando uma gestão orientada para o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento das comunidades.

Entre as iniciativas destacadas, figuram a construção de um centro educativo comunitário no Zango 4, com capacidade para 475 pessoas, a instalação de uma rede de abastecimento de água de 5,2 quilómetros no Cunene, beneficiando mais de 6 mil habitantes, e a edificação de seis bibliotecas escolares em diferentes regiões do país.

Através da Fundação BAI, o banco reforçou ainda o investimento em capital humano, com programas de formação de técnicos de saúde, atribuição de bolsas de mérito académico e capacitação profissional. “Estas acções reforçam o papel social da instituição como parceiro de referência no desenvolvimento comunitário”, lê-se no relatório.

No domínio ambiental, o BAI implementou medidas que reforçam a sua transição para operações mais sustentáveis: três agências passaram a funcionar integralmente com energia solar, e o banco iniciou a monitorização dos consumos de energia, água e resíduos, visando reduzir a sua pegada carbónica.

A aposta na inclusão digital também marca a estratégia da instituição, com a instalação de mais de 200 pontos de Wi-Fi gratuitos em várias províncias, promovendo o acesso à informação e estímulo ao empreendedorismo local.

Em termos de formação interna, o banco aplicou 1 078 milhões de kwanzas (cerca de 1,18 milhões de dólares) em programas de capacitação de 1 878 colaboradores, com uma média de 52 horas de formação por pessoa — um dos indicadores mais altos do sistema financeiro nacional.

“Cada acção tem de ter impacto real e mensurável nas pessoas e nas comunidades onde operamos”, afirmou Luís Lélis, Presidente da Comissão Executiva do BAI, sublinhando que a estratégia do banco “visa um modelo de negócio sustentável, capaz de gerar valor económico, social e ambiental”.

Com esta abordagem, o BAI pretende consolidar-se como referência nacional em boas práticas ESG, combinando rentabilidade com propósito e contribuindo para uma economia angolana mais inclusiva, verde e resiliente.

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