Entrou em vigor no passado dia 23 de Julho a lei que põe fim ao regime de reserva absoluta do Estado ou de empresas públicas sobre o transporte de energia eléctrica, permitindo a participação do sector privado no sector energético.
Com metas de electrificação ambiciosas, o Governo pretende atingir 50% de cobertura nacional até 2027, aproveitando o excedente energético para gerar receitas. A eliminação do monopólio da Rede Nacional de Transporte de Electricidade de Angola (RNT-E.P.) insere-se na estratégia de diversificação económica, que aposta nas parcerias público-privadas e no investimento privado.
O Presidente João Lourenço destacou, durante a 79.ª Sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, que Angola dispõe actualmente de uma significativa oferta de energia eléctrica, com 67% da matriz energética proveniente de fontes limpas, carecendo de redes de transporte e distribuição para beneficiar toda a população e países da África Austral, como a Zâmbia e a Namíbia.
O Chefe de Estado sublinhou que os investidores privados têm agora a oportunidade de comercializar energia eléctrica produzida em Angola para zonas de exploração mineira na RDC e na Zâmbia, contribuindo para a integração regional e o fortalecimento do sector energético nacional.
