Azule Energy investirá 5 bilhões de dólares nos próximos cinco anos em Angola

As multinacionais BP, Eni e TotalEnergies anunciaram investimentos de vários milhares de milhões de dólares em projectos petrolíferos em Angola, no âmbito da Conferência e Exposição Angola Oil & Gas, que decorre em Luanda.

O evento, realizado às vésperas do 50.º aniversário da independência do país, reafirma o papel estratégico do sector petrolífero na economia nacional, com destaque para novos projectos de produção e iniciativas de conteúdo local, soube Hold On Angola.

A Eni, através da Azule Energy – joint-venture com a BP – confirmou um investimento adicional de 5 mil milhões de dólares nos próximos anos. Desde a sua criação, a Azule Energy já aplicou mais de 5 mil milhões no mercado angolano, segundo o presidente-executivo da Eni, Claudio Descalzi.

Entre os projectos em curso, a empresa destacou o New Gas Consortium, considerado o primeiro projecto de gás não associado do país, e a recente descoberta de gás, que permitirá reforçar a diversificação económica e a geração de riqueza.

Por seu turno, a BP anunciou a entrada em produção do Agogo Integrated West Hub, no bloco offshore, com uma capacidade de 175 mil barris por dia (bpd). O projecto, iniciado quase um ano antes do previsto, inclui a utilização de uma unidade flutuante de produção (FPSO) totalmente electrificada.

“Este marco confirma o compromisso da Azule Energy em contribuir para a sociedade angolana”, afirmou Murray Auchincloss, CEO da BP.

A TotalEnergies, outro operador de peso no mercado, também revelou novos investimentos, com destaque para o projecto de extensão de vida do campo Dália, avaliado em 3 mil milhões de dólares. Em 2025, a companhia concluiu dois projectos importantes – Begónia e CLOV Fase 3 –, que acrescentaram 60 mil bpd à produção nacional.

“A construção da unidade FPSO Kaminho representa um investimento de 6 mil milhões de dólares e abre uma nova bacia em Angola”, sublinhou Mike Sangster, vice-presidente sénior para África da TotalEnergies.

Estes compromissos confirmam a confiança das grandes operadoras no clima de investimentos em Angola, resultado das reformas implementadas nos últimos anos, que incluem leilões regulares, negociação directa de blocos e estímulos à produção incremental.

Licença: Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0)
Os conteúdos editoriais abrangidos por esta política podem ser republicados gratuitamente, desde que sejam respeitadas as condições de atribuição.

Artigos Relacionados

A carregar artigos relacionados...