O Banco de Poupança e Crédito (BPC) assegurou, neste domingo, que não enfrenta dificuldades para conceder créditos às mais de 120 empresas afetadas pelos tumultos ocorridos no país entre os dias 28 e 30 de Julho, durante a greve dos taxistas.
Segundo a instituição, a prioridade neste momento é acelerar os processos de solicitação de crédito para as empresas pilhadas e vandalizadas, estando o banco em condições de concluir até mil operações de crédito por semana.
Em declarações à Rádio Nacional de Angola (RNA), o presidente do Conselho de Administração (PCA) do BPC, Cláudio Pinheiro, informou que a partir desta segunda-feira, 26, começam a ser concedidos créditos às três primeiras empresas abrangidas pelo programa.
O gestor explicou que, do total de mais de 120 empresas cadastradas, apenas 20 apresentaram pedidos formais de financiamento, estando 17 processos em análise e três aprovados para a primeira fase de desembolsos. O montante global solicitado até ao momento é superior a 20 mil milhões de kwanzas.
“Estamos confortáveis quanto à recuperação destes valores. A maioria das empresas já é nossa cliente e tem capacidade para honrar os compromissos. Algumas, inclusive, mantêm acordos financeiros com o BPC”, assegurou Cláudio Pinheiro.
De acordo com o PCA, o banco está a retomar gradualmente a concessão de crédito à economia e pretende recuperar mais de 200 mil milhões de kwanzas atualmente em incumprimento.
O apoio às empresas afetadas pelos tumultos decorre de uma iniciativa do Executivo, que disponibilizou 50 mil milhões de kwanzas para a recuperação de negócios e mitigação dos prejuízos causados pelos incidentes.
